O cenário legal da ibogaína e da ayahuasca está mudando rapidamente à medida que se acumulam evidências de seu valor terapêutico. A Nekawa opera dentro do marco médico totalmente regulamentado do Brasil — o caminho de ibogaína mais rigoroso do mundo.
Médico / Regulamentado
Não regulamentado / Zona cinzenta
Ilegal / Controlado
Isenções disponíveis
Pesquisa em andamento
Nota: As leis mudam. Estas informações são fornecidas como referência educacional geral e não devem ser consideradas aconselhamento jurídico. Se você tiver preocupações legais específicas, consulte um advogado qualificado em sua jurisdição.
Situação Legal da Nekawa
A Nekawa opera no Brasil — o país líder mundial em ibogaína prescrita por médicos e administrada em hospitais.
O Brasil abriu uma via de importação médica e prescrição para a ibogaína em 2006 através da Resolução ANVISA RDC No. 204, tornando-a disponível sob autorização médica para fins terapêuticos e de pesquisa — não para venda comercial.
A regulamentação mestra de importação da ANVISA (RDC No. 81/2008) confirma esta distinção: a ibogaína não possui registro comercial (Capítulo II, Item 1.1), mas duas vias permanecem abertas — amostras para pesquisa (Capítulo V, Item 5.1) e tratamento clínico (Capítulo IX, Item 3), que requer autorização caso a caso respaldada por médico da Diretoria Colegiada da ANVISA. O resultado é um marco estruturado e com responsabilidade médica: não um mercado livre, mas uma via médica legítima e documentada.
A Nekawa opera dentro deste marco em caráter de referência. A ibogaína é prescrita e administrada exclusivamente por médicos brasileiros independentes e credenciados que possuem suas próprias licenças médicas e assumem plena responsabilidade clínica pelo cuidado de seus pacientes.
A Nekawa não prescreve, administra nem vende ibogaína. Não há zonas cinzentas, nem soluções regulatórias alternativas, nem compromissos no cumprimento legal.
As cerimônias de Ayahuasca na Nekawa são facilitadas por praticantes indígenas sob a plena proteção legal do reconhecimento nacional do Brasil da Ayahuasca como patrimônio cultural (Resolução CONAD 01/2010).
Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas de São Paulo — 2016
A ibogaína só pode ser administrada em ambiente hospitalar.
Em janeiro de 2016, o Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas de São Paulo (CONED-SP) emitiu quatro declarações formais sobre o uso de compostos de ibogaína. As declarações afirmam coletivamente que a ibogaína requer investigação científica, que a pesquisa deve ser financiada, e — o mais crítico — que as formulações de ibogaína só podem ser administradas para o tratamento de transtornos por uso de substâncias em ambiente hospitalar, sob supervisão e controle médico, com avaliação clínica, psiquiátrica e psicológica rigorosa.
Isso posiciona a administração hospitalar não meramente como uma escolha da Nekawa, mas como o padrão explicitamente definido pela autoridade regulatória brasileira.
Tradução para o inglês — Diário Oficial de São Paulo, 14 de janeiro de 2016
SÃO PAULO STATE COUNCIL ON DRUG POLICY
Communiqué:
The President of the São Paulo State Council on Drug Policy — CONED-SP, in compliance with the deliberation adopted at the 90th Ordinary Meeting of 29-10-2015, pursuant to Art. 9° of Resolution SJDC-055, of 26-6-2013, issues the following Statements:
Statement CONED-SP No. 01, of 29-10-2015
The use of hallucinogenic or mind-altering substances for the treatment of problematic use of psychoactive substances should be considered an option that requires scientific investigation.
Statement CONED-SP No. 02, of 29-10-2015
Scientific research on the use of hallucinogenic or mind-altering substances, including for the development of treatment options for problematic use of psychoactive substances, should be financially encouraged by funding institutions so as to guarantee the carrying out of quantitative and qualitative research and randomized controlled clinical trials.
Statement CONED-SP No. 03, of 29-10-2015
Semi-synthetic or synthetic compounds based on the active principles of Tabernanthe iboga and other species of the genus Tabernaemontana (family Apocynaceae) must have their therapeutic potential in the treatment of problematic use of psychoactive substances investigated through scientific research.
Statement CONED-SP No. 04, of 29-10-2015
Active principles derived from Tabernanthe iboga and other species of the genus Tabernaemontana (family Apocynaceae), particularly ibogaine formulations, may only be administered for the treatment of problematic use of psychoactive substances in a hospital setting, under medical supervision and control, in compliance with professional practice and good clinical practice recommendations, including careful clinical and psychiatric examinations, as well as psychological evaluation and psychotherapeutic follow-up.
Ibogaína: Situação Legal Global
Um panorama país por país de onde a ibogaína se encontra legalmente a partir de 2026.
Médico / RegulamentadoNão regulamentado / Zona cinzentaIlegal / ControladoIsenções disponíveisPesquisa em andamento
BrasilMédico / RegulamentadoPesquisa em andamento
Aprovada para importação médica sob a Resolução ANVISA RDC No. 204, e aprovada para tratamento hospitalar sob a resolução de 2016 do Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas de São Paulo (CONED-SP). O país líder mundial em ibogaína prescrita por médicos e administrada em hospitais.
África do SulMédico / Regulamentado
A ibogaína não é classificada e pode ser prescrita por médicos licenciados. Vários centros de tratamento operam legalmente com supervisão médica.
Nova ZelândiaMédico / RegulamentadoPesquisa em andamento
Classificada como medicamento sob prescrição; a ibogaína pode ser prescrita por médicos licenciados para uso terapêutico sob supervisão médica. A pesquisa acadêmica ativa inclui os estudos clínicos da Universidade de Auckland sobre ibogaína para dependência de opioides.
GabãoMédico / Regulamentado
A iboga e a ibogaína são reconhecidas como parte do patrimônio nacional. A cerimônia Bwiti é uma prática cultural protegida.
MéxicoNão regulamentado / Zona cinzenta
Não está explicitamente classificada sob a lei mexicana. As clínicas operam em uma zona cinzenta legal sem o marco regulatório ou a infraestrutura hospitalar disponível no Brasil.
Costa RicaNão regulamentado / Zona cinzenta
Não é especificamente controlada. Os retiros operam com supervisão regulatória limitada e fora de ambientes hospitalares.
Países BaixosNão regulamentado / Zona cinzenta
A ibogaína não está na lista holandesa de substâncias controladas. Alguns provedores operam; a clareza regulatória é limitada.
PortugalNão regulamentado / Zona cinzenta
O uso pessoal de drogas foi descriminalizado em 2001; a ibogaína não é especificamente classificada, mas permanece em uma zona cinzenta para uso clínico.
EspanhaNão regulamentado / Zona cinzentaPesquisa em andamento
A ibogaína não é especificamente classificada sob a lei espanhola. O ICEERS (Centro Internacional de Educação, Pesquisa e Serviço Etnobotânico) tem sede em Barcelona e apoia a pesquisa clínica sobre ibogaína e medicinas vegetais relacionadas.
CanadáIsenções disponíveis
A ibogaína é uma substância controlada (Lista III), mas o Health Canada concedeu isenções do Programa de Acesso Especial para uso terapêutico em ambientes clínicos específicos.
Estados UnidosIlegal / ControladoPesquisa em andamento
Substância controlada da Lista I sob a Lei de Substâncias Controladas desde 1970. No entanto, o impulso legislativo está crescendo: o apoio bipartidário no Texas e em outros estados, junto com a defesa de grupos de veteranos militares, está impulsionando a reclassificação e o acesso clínico. O Texas está financiando uma iniciativa de pesquisa sobre ibogaína de 50 milhões de dólares.
Reino UnidoIlegal / Controlado
Substância controlada de Classe A sob a Lei de Uso Indevido de Drogas de 1971. Atualmente não existe nenhuma via terapêutica aprovada.
AustráliaIlegal / Controlado
Atualmente Lista 9 (substância proibida). A TGA (Administração de Bens Terapêuticos) está revisando terapias assistidas com psicodélicos; as discussões sobre reclassificação estão em andamento.
AlemanhaIlegal / Controlado
Substância controlada (Anlage I do BtMG). Sem uso terapêutico aprovado.
FrançaIlegal / Controlado
Classificada como narcótico. Não existe marco clínico para uso terapêutico.
Ayahuasca: Situação Legal Global
O panorama legal da Ayahuasca é determinado por se os países classificam o DMT (o composto ativo), a preparação em si, ou ambos — e se existem isenções religiosas ou culturais.
BrasilMédico / Regulamentado
Legal desde 1987 para prática religiosa e patrimônio cultural. A Resolução CONAD 01/2010 reconheceu formalmente a Ayahuasca como parte do patrimônio cultural nacional do Brasil e concedeu plena proteção legal ao seu uso religioso e cerimonial por comunidades indígenas e religiosas sincréticas.
PeruMédico / Regulamentado
Declarada parte do patrimônio cultural nacional do Peru em 2008. As cerimônias de Ayahuasca são amplamente praticadas e internacionalmente reconhecidas como medicina tradicional.
EquadorMédico / Regulamentado
Reconhecida como medicina ancestral e prática cultural para comunidades indígenas. O uso cerimonial é protegido.
ColômbiaMédico / Regulamentado
Legal como parte da prática cerimonial indígena e tradicional. A Corte Constitucional protegeu o uso cerimonial.
Costa RicaNão regulamentado / Zona cinzenta
O DMT é controlado, mas a Ayahuasca não é especificamente classificada. Numerosos centros de retiro operam, embora sem supervisão regulatória formal.
Países BaixosNão regulamentado / Zona cinzenta
O DMT é ilegal, mas a preparação de Ayahuasca historicamente existiu em uma zona cinzenta legal. Múltiplos casos judiciais produziram decisões inconsistentes.
PortugalNão regulamentado / Zona cinzenta
Uso pessoal descriminalizado. As cerimônias de Ayahuasca operam em uma zona cinzenta, mais toleradas do que formalmente legais.
EspanhaNão regulamentado / Zona cinzenta
Não há proibição específica sobre a Ayahuasca como preparação, embora o DMT seja controlado. Algumas organizações cerimoniais operam. A situação legal varia por região.
Estados UnidosIsenções disponíveis
O DMT (o composto ativo) é Lista I. No entanto, duas organizações religiosas — União do Vegetal (UDV) e Santo Daime — receberam isenções federais para usar Ayahuasca como sacramento. A descriminalização em nível estadual está se expandindo (Oregon, Colorado).
CanadáIsenções disponíveis
O DMT é controlado sob a CDSA. Comunidades religiosas buscaram e em alguns casos receberam isenções. O uso cerimonial existe em um espaço legal contestado.
Reino UnidoIlegal / Controlado
O DMT é Classe A. A Ayahuasca é considerada uma preparação controlada. Não existem isenções religiosas. A posse e o fornecimento acarretam penalidades criminais graves.
AustráliaIlegal / Controlado
O DMT é Lista 9. A preparação de Ayahuasca é considerada ilegal. No entanto, as reformas terapêuticas psicodélicas de 2023 introduziram vias de aprovação da TGA para MDMA e psilocibina, com o DMT potencialmente a seguir.
AlemanhaIlegal / Controlado
O DMT é uma substância controlada. A preparação e posse de Ayahuasca são ilegais sob a lei de narcóticos alemã.
FrançaIlegal / Controlado
O DMT é classificado. As importações e cerimônias de Ayahuasca foram alvo de operações policiais e processos judiciais. Não existe marco legal para uso cerimonial ou terapêutico.
Organizações que Impulsionam o Campo
O acesso legal em expansão às medicinas psicodélicas globalmente é resultado do trabalho científico, jurídico e de advocacia sustentado por diversas organizações. Reconhecemos suas contribuições.
A Associação Multidisciplinar de Estudos Psicodélicos financiou e publicou ensaios clínicos fundamentais sobre MDMA, psilocibina e outras medicinas psicodélicas, construindo a base de evidências que legisladores e reguladores necessitam para reformar a política de drogas.
O Centro Internacional de Educação, Pesquisa e Serviço Etnobotânico fornece apoio jurídico direto a indivíduos, comunidades e organizações que enfrentam processos judiciais relacionados à Ayahuasca e outras medicinas vegetais tradicionais — defendendo os direitos culturais e religiosos em tribunais da Europa e além.
Um programa do ICEERS dedicado a proteger a liberdade religiosa e os direitos legais dos praticantes e comunidades de Ayahuasca. O fundo fornece recursos jurídicos, apoia casos de teste e advoga pelo reconhecimento do uso de Ayahuasca como prática religiosa e cultural protegida sob o direito internacional.
O Instituto Chacruna para Medicinas Vegetais Psicodélicas conecta a pesquisa científica à compreensão pública. Publica jornalismo revisado por pares, advoga pelos direitos dos praticantes indígenas e promove o acesso equitativo às medicinas vegetais psicodélicas por meio da educação e do engajamento em políticas públicas.
Esta página é fornecida apenas para fins educacionais e informativos gerais. As informações sobre a situação legal apresentadas aqui refletem nossa melhor compreensão na data indicada acima e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio. As leis variam por jurisdição e mudam com frequência, particularmente no campo da medicina psicodélica em rápida evolução.
A Nekawa não fornece aconselhamento jurídico. Nada nesta página deve ser interpretado como assessoria jurídica nem como uma representação de que qualquer atividade específica seja legal em sua jurisdição. Para questões jurídicas específicas, consulte um advogado qualificado na jurisdição relevante.
A Nekawa opera exclusivamente dentro do marco legal da República Federativa do Brasil e não incentiva nem facilita atividades que contrariem as leis de qualquer país.
O Papel da Nekawa: Apenas Referência
A Nekawa não oferece tratamento com ibogaína e não vende nem dispensa ibogaína. Todas as prescrições e administrações de ibogaína são realizadas exclusivamente por médicos brasileiros independentes licenciados que operam sob suas próprias práticas médicas. A relação da Nekawa com esses médicos é estritamente de referência — conectando clientes a profissionais médicos qualificados que avaliam, prescrevem e administram ibogaína sob sua própria licença e responsabilidade clínica. A Nekawa não tem papel na tomada de decisões clínicas, na prescrição nem na administração de qualquer substância controlada.